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segunda-feira, junho 18, 2007

Perturbação II


Carmona desvaloriza questão dos casamentos 'gay' nos Paços do Concelho

Carmona Rodrigues colocou hoje dúvidas à cedência dos Paços do Concelho para casamentos 'gay', afirmando que essa é uma questão irrelevante para discutir numa campanha autárquica
«Puxar para o debate autárquico uma questão que não diz respeito às competências autárquicas é uma manobra de diversão», afirmou Carmona Rodrigues aos jornalistas, no final de uma reunião, em Lisboa, com a direcção da Associação de Restauração e Similares de Portugal (ARESP).
Sexta-feira à noite, durante um debate promovido pela ILGA Portugal, a número três da lista do PS para a Câmara de Lisboa, Ana Sara Brito, disse que a candidatura socialista está aberta à realização de casamentos civis, incluindo de homossexuais, no Salão Nobre da autarquia da capital.
No domingo, Costa afirmou que a existência de casamentos homossexuais depende do legislador mas sublinhou que a autarquia deverá respeitar todas as formas de construção de uma família.
Confrontado com esta proposta, o ex-presidente da Câmara de Lisboa questionou que, caso a legislação seja alterada para permitir casamentos homossexuais, eles venham a ser celebrados na câmara.
«Porquê nos Paços do Conselho? E porque não no Mosteiro dos Jerónimos? E no Castelo de São Jorge», interrogou-se.
Carmona Rodrigues adverte que a questão dos direitos dos homossexuais deve ser discutida ao nível legislativo mas insistiu que é «poeira para olhos» para «desviar as atenções» nesta campanha.
Fonte: Lusa/SOL

Perturbação I


Candidatura de Costa aberta a casamentos gay no Salão Nobre da CML

Ana Sara Brito, a terceira da lista do PS às eleições em Lisboa, disse hoje que a candidatura está aberta à realização de casamentos civis, incluindo de homossexuais, no Salão Nobre da Câmara.

A candidata da lista do PS às eleições de 15 de Julho para a Câmara Municipal de Lisboa defendeu duas cerimónias separadas, uma de casamentos religiosos e outra de casamentos civis.

Referindo-se à segunda cerimónia, disse que «seria muito bom que isso se fizesse na Câmara Municipal, no Salão Nobre», podendo incluir os casamentos entre pessoas do mesmo sexo, se previstos na lei. «Esta é a opinião da equipa liderada por António Costa», sublinhou.

O candidato do PS a presidente da Câmara de Lisboa afirmou hoje que a existência de casamentos homossexuais depende do legislador, mas sublinhou que a autarquia deverá respeitar todas as formas de construção de uma família.As declarações de António Costa foram proferidas no final de uma visita à Casa do Artista, em Carnide, em que esteve acompanhado pelo seu mandatário para os idosos, o actor Raul Solnado, e por Maria de Jesus Barroso, mulher do ex-Presidente da República Mário Soares.
Sexta-feira à noite, durante um debate promovido pela ILGA Portugal, a número três da lista de Costa para a Câmara de Lisboa, Ana Sara Brito, disse que a candidatura socialista está aberta à realização de casamentos civis, incluindo de homossexuais, no Salão Nobre da autarquia da capital «O direito dos homossexuais ao casamento é um direito que nós defendemos», declarou a socialista, num debate promovido pela ILGA Portugal, nas instalações da associação.
Ana Sara Brito acrescentou que «se o Governo ou o Parlamento aprovarem» o alargamento do casamento aos homossexuais, estes poderiam casar-se numa cerimónia civil dos casamentos de Santo António.
Confrontado com a posição da número três da sua lista, António Costa declarou que, se o PS vencer as eleições, haverá «disponibilidade para dar assistência ou ceder espaços para qualquer tipo de casamento que exista».Sobre os casamentos homossexuais em concreto, o candidato socialista referiu que se trata em primeira instância de «uma opção fundamentalmente do legislador».«Se houver essa evolução por parte do legislador, a Câmara Municipal de Lisboa acompanhará», respondeu.
Na sua resposta aos jornalistas, o candidato do PS optou também por sublinhar a «importância da valorização e dignificação dos casamentos civis».«A construção de uma família deve ser sempre feita com a maior dignidade, seja qual for a forma de família que cada um decida construir», frisou.
De acordo com o ex-ministro de Estado e da Administração Interna, a Câmara Municipal «deverá respeitar e acarinhar todas as formas de construção de uma família, sem qualquer tipo de discriminação».«Numa cidade que se quer viva, é importante que as famílias se instalem na sua total liberdade e diversidade», acrescentou.