sábado, junho 16, 2007

Perder Peso II

Cá esta uma actividade interessante, mas pensando melhor ainda parto os dentes!

sexta-feira, junho 15, 2007

Perder Peso I



Tenho de perder peso. Deixar de ter as pegas do amor (detesto quando me agarram pelas banhas), perder a celulite (não, não é a casca da felicidade é mesmo de laranja).


Não é que coma muito, ou muitas gorduras passo é muito tempo sentada...merda, se trabalhasse nas limpezas tinha um corpinho Danone, assim pareço um cone de gelado!


Das duas três ou faço dieta, ou exercício ou uma promessa á Nossa Senhora de Fátima, que ao fim ao cabo acredito tanto nela como acredito que vou conseguir fazer dieta e ou exercício...
Não me sinto feia, nem sinto horrorizada por ter 20 kg a mais, já não tenho é roupa que me sirva e não me apetece estoirar o orçamento a comprar mais. Alem disso já bati o recorde pessoal de peso a mais, começo a sonhar com a gordura á volta do coração e a sufocar durante o sono.
As varizes reclamam do esforço, em especial nos dias quentes, nos frios reclamam na mesma para que eu não as esqueça.


Raios! O que eu queria mesmo era tomar um comprimido e acordar no dia seguinte com o peso certo, com a sorte que ando o placebo ficava colado no fim da goela e morria sufocada na mesma. Mas era mais rápido.


A menos que faça qualquer coisa agora, terei provavelmente um enfarte antes dos 50…


Sempre detestei o esforço físico, nesta altura parece-me insuportável, de qualquer forma vou procurar uma actividade que seja capaz de me interessar…

quinta-feira, junho 14, 2007

O TRANSFORMISMO NO FEMININO III

O TRANSFORMISMO NO FEMININO II

O TRANSFORMISMO NO FEMININO I

Alguem me explica porque é que em toda a toca LGB há sempre um show de transformismo??
E sempre são homens a transformarem-se em mulheres!
Porque quase não há mulheres a fazerem show e a transformarem-se em homens? Só conheço a Betty Santos!
Pergunto:
_"Não há candidatas???"
_"Requer mais pericia?"
_"As mulheres têm menor sentido de espectactulo?"

Alguem que explique o porquê deste défice!!!

Pink Martini - una notte a Napoli

REPAREM NO OLHAR DESTA SENHORA

PINK MARTINI ! !


“Pink Martini is like a romantic Hollywood musical of the 1940s or 50s – but with a global perspective which is modern,” says founder and artistic director Thomas M. Lauderdale. “We bring melodies and rhythms from different parts of the world together to create something which is new and beautiful.”

The Portland, Oregon-based ‘little orchestra’ was founded in 1994 by Lauderdale, a Harvard graduate and classically trained pianist, to play political fundraisers for progressive causes such as civil rights, the environment, affordable housing and public broadcasting. In the years following Pink Martini grew from four musicians to its current twelve, and has gone on to perform its multilingual repertoire on concert stages and with symphony orchestras throughout Europe, Asia, Greece, Turkey, Lebanon, Canada and the United States.

Lauderdale met China Forbes, Pink Martini’s “diva next door” lead vocalist, when the pair was at Harvard. He was studying history and literature while she was studying painting, English literature and theatre. Late into the night in their college dormitory on the Harvard campus, Forbes would sing Verdi and Puccini arias while Lauderdale accompanied her on piano, and their creative collaboration blossomed. Three years later, Lauderdale called Forbes who was living in New York City, where she’d been writing songs and playing guitar in her own folk-rock project, and asked her to join Pink Martini. They began to write music and lyrics together for the band, and their first song “Sympathique,” or “Je ne veux pas travailler” (I don’t want to work) became a huge hit in France.

The ensemble made its European debut at the Cannes Film Festival and its orchestral debut with the Oregon Symphony in 1998 under the direction of Norman Leyden. Pink Martini has since performed with symphony orchestras across the country including four night nights with the Boston Pops in 2005, multiple concerts with the Hollywood Bowl Orchestra in 2000, two nights with the Los Angeles Philharmonic on a co-bill with Sergio Mendes in 2002 and two nights headlining with the Los Angeles Philharmonic in 2005. Other prestigious appearances include the grand opening of the Los Angeles Philharmonic’s new Frank Gehry designed Walt Disney Concert Hall, with return sold-out engagements for New Year’s Eve 2003 and 2004; the opening party of the New York Museum of Modern Art, the Kennedy Center and the William Morris Agency’s 100th birthday celebration with soul legend, Al Green.

Pink Martini’s debut album, “Sympathique,” was released independently in 1997 on the band’s own label Heinz Records (named after Lauderdale’s dog) and quickly became an international phenomenon, garnering the group nominations for “Song of the Year” and “Best New Artist” in France’s Victoires de la Musique Awards. Seven long years later the high-anticipated follow-up, “Hang on Little Tomato,” was released and climbed to #1 on Amazon.com’s best sellers list.

THE MUSIC

“Both China Forbes and I come from multicultural families,” says founder and pianist Thomas M. Lauderdale, “and all of us in the band have studied different languages and music from different parts of the world. So inevitably, because everyone in the band contributes in the writing and arranging of songs, the repertoire is wildly diverse. At one moment, you feel like you’re in the middle of a samba parade in Rio de Janeiro, and in the next moment, you are suddenly in a French music hall of the 1930s or in a palazzo in Napoli. It’s like an urban musical travelogue.” “We’re very much an American band, but we spend a lot of time abroad, in Europe, in Turkey, in Lebanon and therefore have the incredible opportunity to represent a different kind of America through our repertoire and our concerts – that is, an America which is the most heterogeneously populated country in the world – comprised of people from every country, every language, every religion.” “One of our goals is to make music which has broad appeal to people, no matter who they are or where they come from. We play the same set of music wherever we go, whether it’s in a small farming community in Oregon or in France or Turkey or with a symphony orchestra. My hope is that we’re creating music which can be turned up or down, and played on almost any occasion, from background music of a love affair to vacuuming around the house,” Lauderdale says.

Que Sera Sera -- Pink Martini

Mais uma musiquinha deliciosa

Pink Martini - Let's Never Stop Falling in Love, Paris 2004

Esta é uma das minhas canções! Sempre "mexe" comigo, faz-me dancar e sorrir

Pink Martini: Amado Mio

Comunicado_Agressão no Algarve

É na qualidade de relações públicas do site AlgarveGay.com e na qualidade de vitima que vos venho espôr o que aconteceu no dia 7 de junho na Marina de Albufeira: O team AlgarveGay, constituido por mim e pelo meu companheiro de vida, desde hà já algum tempo que participa como co-organizador em vários eventos e castings de moda aqui no Algarve, em colaboração com Monica Cabeleireiros, um salão existente na Marina de Albufeira.

No dia 7 de Junho, como acontece desde alguns meses, mais um casting estava organizado, desta feita com uma agência de Lisboa e para o qual haviamos igualmente sido chamados, questão de tirar algumas fotos dos "miudos", para guardar no nosso book...:Tudo correu lindamente até cerca das 16 horas. Nessa altura, e durante um momento de pausa em que todos estavam no calçadão da Marina, fomos abordados por um fulano, que se veio a descobrir ter já sido fotografado por nós noutros locais, o qual abordou o meu companheiro, perguntando se era ele o fotógrafo, para o que eram as fotos, etc...: Vendo que essa pessoa estava alcoolizada e certamente drogada, afastámo-nos, para continuar a falar do que nos estava a preocupar: o casting. De repente, e em frente de cerca de 50 jovens que estavam presentes para o dito casting, começamos a ser tratados de "paneleiros", a receber ameaças do estilo: " vem cá paneleiro, que te parto a boca toda", ou " rabeta, vou-te matar"... Eu, como fervo em pouca água, dirigi-me ao tal fulano e perguntei-lhe de onde nos conhecia para ter propósitos daquele género... Ele disse-me que era dirigido ao meu companheiro, e passados alguns segundos atirou-se a ele agredindo-o... Ainda tentei separar a briga, mas o meu companheiro vendo que ele lhe tentava roubar das mãos a máquina fotográfica deu-me a máquina, e eu, talvez um pouco por medo, fugi trancar-me numa loja existente a alguns metros do acontecimento...:

O que aconteceu depois?... Seis outros individuos, e uma mulher, levantaram-se da esplanada existente a 20 metros do local, e começaram a agredir o meu companheiro. De repente, e vendo o que se estava a passar no exterior, a dona do salão veio cá fora, e assim que ela saiu foi igualmente agredida.: A nossa sorte?... Os perto de 50 "miudos" que estavam ali para o tal casting, que ajudaram a defender o meu companheiro, que caiu nas mãos destes animais!...: Conseguiu-se, após alguns minutos e após a chegada dos seguranças da Marina, afastar este grupo, que teimava em continuar a briga. O meu companheiro sangrava de um ouvido, e estava todo inchado, a dona do salão, tinha a cara inchada e os braços a ficar negros... eu, apenas recebi um murro na cara e um pontapé no estômago antes de fugir!: Como é obvio, chamou-se a GNR no momento.
Os agressores haviam fugido, mas como ainda me lembrei de tentar manter a cabeça fria, lembrei-me de pedir para apontarem a matricula do carro.
A GNR chegou cerca de 20 minutos depois de tudo... Foram muito prestaveis, tiraram apontamentos de tudo... O casting ficou abalado mas não destruido. O meu companheiro... tivemos de chamar uma ambulância, pois ele havia desmaiado... mas tudo bem, foi só uma quebra de tensão.

Agora pergunto-me: Seria isto tudo já programado, ou seria apenas um acaso, devido a excesso de certos produtos por parte de um grupo de individuos estranhos?... Será que este ataque, a caracter homofófico, contra a equipa do site AlgarveGay.com foi mais um exemplo do que acontece aos Gays portugueses de vez em quando, ou será que foi dirigido contra os organizadores do casting? A verdade é que fomos nós, as "bichas" do AlgarveGay.com, os primeiros visados. E isto enquanto estávamos apenas fazendo apenas o nosso trabalho.
Pergunto-vos mais: Como fazer, agora, para continuar a minha vida profissional?... Das autoridades, ainda nada está definido, nem sequer tratado... A nossa vida profissional passa por sair á noite, em locais para os quais o nosso atelier de webdesign realizou sites. Para mais, desde já alguns meses atráz, o AlgarveGay.com lançou a sua vertente de organização de eventos, o AlgarveGay Fever. Será que tudo isto, sendo algo de novo, uma tentativa de tornar a nossa terra mais evoluida e respeitadora dos gostos e costumes de cada um, está a afectar certos individuos da nossa sociadade, que continua a ser muito "portuguesa"???


Não se sabe! Violência gratuita, ataque planeado ou pura e simplesmente homofobia... A verdade é que estamos sinceramente a repensar todo o nosso modo de viver, de forma a ter um pouco mais de segurança, evitando que uma situação semelhante ou quiçá pior, possa voltar a acontecer.

Ricardo Cruz-Relações Publicas

terça-feira, junho 05, 2007

Dia de cão


SMS:O cão coxeia e tem a pata inchada, está abatido e não comeu.

Corrida para o Hospital Veternario.

Viagem de volta ja com tratamento aplicado.

Tenho um cao idoso deprimido por andar a fazer figuras como a imagem.

Conclusão: o cão é como uma gaja, quando parte uma unha é um drama!

O mundo inteiro sem sair da mesa



Convite para jantar com vista sobre a cidade de Lisboa ...

Jantar gourmet e descobrir o mundo inteiro sem sair da mesa...grupo animado e com gente muito viajada com inumeras estórias de recantos do mundo que os meus pés provavelmente nunca irão pisar!

Senti-me verdadeiramente cosmopolita no meio desta gente cidadã do mundo!

Este é o meu fascínio pelos viajantes que trazem consigo mais do que fotografias de resorts, estes sao viajantes que foram ao Sudão, ao Bronx, ás favelas do Brasil a Marrocos a Florença , que acamparam na Amazónia, atravessaram a India de autocarro e comboio ...estiveram no sopé do Evereste e como diz um deles até á Reboleira ja foram !

Nunca viajam com com muitos planos ou muita bagagem, e deixam-se contagiar pelos cheiros dos sitios por onde passam trazem de volta as peripécias e aventuras de ate ter iso para o saara de jipe e mapa em punho sem ter absolutamente noção nenhuma, sem levar o instrumento essencial uma pá para desatascar o carro!

São estes serões que dão de beber á minha alma, dar a volta ao mundo sem sair da mesa!

sábado, junho 02, 2007

Discussão de Sabado á noite em camera lenta

Sabado á noite e duas almas penadas em casa a namorada estafada de andar de bicicleta e eu estafada de estar na esplanada a beber jolas.
WW:" Então?... Queres fazer alguma coisa hoje, ou queres ficar a ver filmes?"
Namorada: " Não sei... podiamos convidar a A para beber cafe..."
WW: " Ok vou ligar"
Namorada: "E? quer ou nao!"
WW: "Vai pensar, não tá muito na onda de sair!"
Namorada:" Que diabo é só um cafe."

20 minutos depois...

WW: " Ja sei, vamos a uma loja de conveniencia comprar gelado Hagan-Daz e um cafe num copo."
Namorada:"hum..."

10 minutos depois...

Namorada:" E que tal irmos ao Maria Lisboa?"

Pois a miuda ficou viciada, e eu la fico sem o gelado...

sexta-feira, junho 01, 2007

in "Mar inteiro"

De uma forma estranha sinto a tua falta,
Um vazio no peito como maré,
que enche e vaza...

A espuma traz lembranças,
uma viagem nunca feita,
um destino exotico.

Teu cheiro de tamaras,
perfumam a brisa que cresce em mim,
aperta-me o peito,
deixa-me suspensa.

A minha boca quer a tua,
o desejo como corda de violino,
Sinfonia de uma só nota,
e eu nada sei de ti.

Especialmente para o Pride!







Cá estão as novas criações gráficas para tshirts, casacos, mochilas, pin's, lenços da Associação Panteras Rosa.
Há mais mas estes foram os que gostei mais!
Se fosse ao Pride em Madrid levava uma Tshirt a a dizer #Camiona#ou #FUFA#
Só porque sim!

terça-feira, maio 29, 2007

Bebe Negão

É DO MELHOR!!!

domingo, maio 27, 2007

As frases da noite...


- A morena tem um rabo todo bom!

- Qual das meninas vais levar para casa?
R: a minha!


- Tás cá hoje?

- Tas tensa!
R: nada que não passe com 3 vodkas

- És mais gira do que eu imaginava!
R: mas já tínhamos falado?

A mais ouvida: - Qual é o teu nick?

As mais idiotas:
_ As miúdas dançam melhor paradas! (referindo-se ás dançarinas)

_ Se a gaja me tira uma foto…vou lá e tiro-lhe o rolo! (referindo-se a uma maquina digital)

- Este sumo de limão é só Vodka!

- Desculpa não ter falado, não te reconheci… a ultima vez que te vi eras loura!

- Onde são os WC?
R: Qual delas?

A mais marcante: - Vocês conhecem-se?!
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Festa da Maria!


Como podem ver pela data, a festa foi ontem, e eu fui… não queria… mas mandaram convite e lá fui sem grandes expectativas.

Fui e gostei!

A casa estava composta, muito mais do que tem estado ate á data, a freguesia 90 % de mulherio comprova simultaneamente duas coisas, a primeira, que a divulgação do boca a boca é muito eficaz, a segunda, fazia falta em sitio assim para o mulherio se abanar.

Muitas pessoas responderam ao convite de levar traje mais ou menos alusivo, muitos chapéus de cóbois, o que deu um ar de graça.

As dançarinas prometidas apareceram, e eram jeitosas como a publicidade alardeou, despidas q.b., de traje de cóboi motivo pele de vaca, estiveram bem, dançaram pouco porque o espaço disponível era pouco.

Mas, como disse entre dentes alguém também não era preciso dançar muito, giras á brava, as vistas lavavam-se mesmo que não se tivessem mexido.
A noite correu muito bem, conheci finalmente algumas pessoas com já tinha trocado algumas palavras no mundo virtual, e agradavelmente todas revelaram-se fiéis aos seus alter egos ou avatares, uma em particular que toda a gente me dizia:”- tens de conhecer”, “ – é muito gira!”. Pois que sim, já conheci, já tenho opinião mas não vou dar.

Esta noite teve uma particularidade interessante, cruzei-me com gente que não via há séculos, não foi nem bom nem mau, foi surpreendente.

O melhor:
  • A música conseguiu “evoluir”, começou com 80’s, acabou mais house.
  • O show de travesti, com um fato semelhante ao meu avatar (decerto que foi aqui que tirou o modelito), não chateia, não ridiculariza.
  • As meninas a dançarem num balcão, animaram a plateia e entusiasmaram muita gente a fazer-lhe companhia.
  • As barmaids vestidas a rigor! Para alem da simpatia habitual.
  • Os fotógrafos discretíssimos.



    O menos bom:

    -Nenhum WC tinha papel desde do início da noite.
    -A música estava muito alta

    O pior:

    - A ressaca de hoje!

    Conclusão: A Maria sabe dar um boa festa!

quarta-feira, maio 23, 2007

Libertando-se do armário!



Sergio Viula

Formação Formado pelo Seminário Teológico Betel, estudante de Filosofia na Uerj

Trajetória Abandonou o grupo evangélico Movimento pela Sexualidade Sadia e assumiu ser gay

Dados pessoais Ex-pastor da Igreja Batista, é separado e pai de dois filhos

O carioca Sergio Viula, de 35 anos, foi um dos fundadores do Movimento pela Sexualidade Sadia (Moses), ONG evangélica que dá auxílio a pessoas que desejam abandonar a homossexualidade. Chegou a ser pastor da Igreja Batista, casou-se e teve dois filhos. Há um ano e meio, porém, assumiu ser gay, deixou a igreja e rompeu o casamento. Viula, atualmente professor de Inglês e estudante de Filosofia na Uerj, conhece como poucos os métodos dos grupos de ''reorientação'' sexual. Sabe que não funcionam e critica o projeto de lei do deputado estadual Édino Fonseca (PSC) que prevê o custeio de tratamento psicológico para pessoas interessadas em ''virar heterossexuais''. O texto, condenado por psicólogos e psiquiatras, já passou por três comissões na Assembléia Legislativa do Rio de Janeiro e pode ser aprovado até o fim do mês.

ÉPOCA - Como surgiu o Movimento pela Sexualidade Sadia, que atua em várias denominações evangélicas?

Sergio Viula - O objetivo era a evangelização de homossexuais, que nada mais é do que fazer proselitismo religioso. Pretendíamos mostrar que a homossexualidade não é natural e deveria ser abandonada pelos que quisessem agradar a Deus. O Moses também queria dar uma resposta aos grupos gays, que tinham espaço na mídia.

ÉPOCA - Como o grupo pretende reverter a homossexualidade?

Viula - Vendem uma solução, enchendo as pessoas de culpa. No tempo em que eu estava lá, ouvia relatos de sofrimento e tentava arrumar razões para a homossexualidade, sempre ligadas à desestruturação familiar ou a traumas. Era um absurdo. O discurso do Moses é homofóbico e cruel: ''Jesus te ama, nós também, mas você precisa deixar de ser gay''. O homossexual continua sentindo desejo, mas com um pé no prazer e o outro na dor, com sentimento de culpa, medo, auto-rejeição. Criávamos uma paranóia na cabeça deles.

ÉPOCA -Quando você percebeu que o ''tratamento'' era uma farsa?

Viula - A gota d'água foi quando um rapaz soropositivo, que chegou a ser da diretoria do Moses, morreu. Ele havia se envolvido sexualmente com dois integrantes do grupo. Um deles estava tão apaixonado que chorou mais que a viúva no enterro. Comecei a pensar que o grupo não funcionava nem para os que estavam dentro dele.

ÉPOCA - Nem para você?

Viula - Sou o melhor exemplo de que não existe ''cura'' da homossexualidade. Sabia que era gay desde os 16 anos. As pessoas que dizem que mudaram, na verdade, continuam sentindo desejo. Um padre que é celibatário e heterossexual não deixa de ser heterossexual porque é celibatário. Um homossexual que não transa porque quer ä renunciar a isso pela fé é gay. Só não está em atividade.

ÉPOCA - O que acontecia nos bastidores do movimento?

Viula - Uma vez criaram uma célula de homossexuais que se reunia na Tijuca para fazer uma espécie de terapia em grupo. Em vez de virarem heterossexuais, começou a rolar paquera. Tinha gente que saía da reunião para namorar. Dentro do próprio apartamento que sediava os encontros aconteceram experiências sexuais. A célula acabou cancelada. Outra situação absurda ocorreu em um congresso da Exodus - grupo cristão internacional que combate a homossexualidade - em Viçosa. Os caras paqueravam e ficavam juntos durante o evento. A mensagem da militância gay, que se reuniu na porta, era: ''Nos deixem em paz''. Lá dentro, dizíamos que Deus transforma. Mas quem estava no evento fazia o mesmo que o pessoal de fora (risos). Era uma incoerência total.

ÉPOCA -Sua saída do Moses coincidiu com sua ''saída do armário''?

Viula - Sim. Há três anos abri o jogo com as lideranças da Igreja Batista e do Moses e me separei de minha mulher. Depois de um mês isolado, voltei para o casamento e para o Moses. Tinha chegado à conclusão de que era gay, mas não tinha resolvido a questão de fé em minha cabeça. Dois anos depois, me desliguei de vez.

ÉPOCA - Como sua família reagiu?

Viula - A relação com minha ex-mulher é amigável, mas com meus pais está extremamente abalada. São evangélicos e negaram a vida inteira que tinham um filho gay. Não suportaram ouvir de mim o que sempre quiseram esconder. Não nos falamos mais. Tenho um filho de 9 anos e uma menina de 12. Contei a verdade a ela e expliquei por que não podia continuar casado. Ela diz que me ama e não tem vergonha do pai.

ÉPOCA -A mensagem evangélica alimenta a homofobia?

Viula - A maioria dos evangélicos discrimina. O deputado Édino Fonseca é notadamente desequilibrado. Disse na Assembléia de Deus que os gays desejam fazer clonagem para criar um exército e dominar a sociedade. Há muitas pessoas desinformadas nos templos e, para elas, o gay é inimigo em potencial. O Moses deveria orientar as famílias assim: ''Seu filho é gay, mas pode ser saudável, bonito, inteligente e bem-sucedido, como qualquer heterossexual''. Isso nunca foi feito.

ÉPOCA -Você atualmente freqüenta alguma igreja?

Viula - Não. Mas isso não está só relacionado a minha homossexualidade. Conheço muitos gays que são religiosos. Abandonei a igreja por pensar que o Deus cristão é um mito. Mas acho importante militar por uma abertura na igreja. Como grupo social, ela tem de ter uma representatividade gay para não ser discriminatória. Não sou ativista, mas incentivo os movimentos gays, sobretudo o de Luiz Mott (Grupo Gay da Bahia), que foi massacrado por nós, do Moses. Neste ano, fui à ParadaGay do Rio pela primeira vez como homossexual assumido. Antes ia como evangelista. Foi uma experiência maravilhosa. Nunca estive tão em paz. -->